Nascido em 1980, em Vila Velha, Espírito Santo, o Prof. Alexandre Gabriel Christo formou-se em engenharia agronômica pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro em 2006. Começou a estagiar, em 2001, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro em etnobotânica, como bolsista do Pibic, onde concluiu seu mestrado em 2009. Em sua primeira participação em Congresso Latinoamericano de Botânica, realizado em Santo Domingo, foi premiado como o melhor trabalho de iniciação científica. Defenderia sua tese de doutorado neste fevereiro, com um estudo de Etnoecologia e processos de domesticação de ora-pro-nobis, conhecida também como carne-de-pobre, uma cactacea de alto valor proteico e de uso difundido desde o Brasil colônia.
Sua habilidade com os números e grande capacidade de trabalho, aliados à vocação didática e sensibilidade no trato com as pessoas, fizeram com que rapidamente Christo colaborasse com diferentes grupos de pesquisa na UERJ, CPDA-UFRRJ, Museu Nacional do Rio de Janeiro, Laboratório de Produtos Florestais - MMA, UFES, UVV e, mais recentemente, com o Departamento de Química da PUC-Rio.
Era dedicado a seus alunos e a eles despendia horas de espera, na sala de professores, para lhes prestar ajuda com as quatro disciplinas que oferecia: desejava que os números fossem tão encantadores quanto os animais e plantas. Era um apaixonado por Fernando Pessoa e pela flauta transversa, tanto quanto pela folia momesca. Retornou à presença de Deus no sábado de carnaval, primeiro de março, justo no dia de seu bloco preferido das ladeiras de Santa Teresa: Céu na Terra. Que benção para nós, seus professores, alunos, amigos e familiares, tê-lo junto de nós nesta curta, intensa e afetuosa passagem por este mundo de Deus. De fato, Christo, você foi um pedaço do céu na Terra! Descanse em paz querido.
Profa. Rejan Guedes-Bruni
Diretora do Departamento de Biologia

